quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Castelos de areia desfeitos

... Houve um tempo em que o mundo era repleto de cores, havia vida por todos os lugares, e dentro de mim havia um coração que palpitava, regozijava vida... Cegava-me a luz ardente do sol com o crepúsculo do dia que ao teu lado faziam-se os mais belos. Houveram dias em que fechei os olhos com muita força com medo de que aqueles momentos bons, escapassem de minhas mãos como poeira no vento e eu não soubesse como buscá-los de volta, embora soubesse ser inevitável, mais o fazia, porque eu era feita da matéria que compõe os sonhos, e essa matéria não finda, apenas alimenta-se da esperança e do amor. engano meu, hoje os sonhos não são tão mais belos assim, e fogem de mim como as estações que instalam-se e tem que partir...
Então agora indagando-me sobre as cores do mundo, que alias não existem mais, pergunto-me onde estou, que daqui não vejo ao menos pequenas faíscas de um caminho a seguir. Onde estão tuas mãos brancas e pequenas mãos frias que seguravam as minhas com força e prometias que jamais abandonaria este coração que tanto o amara?
Olhando ao redor vejo que as horas passaram, os dias passaram e eu não passei, não passei pela ponte entre a felicidade e o viver, não soube cruzá-la... Seja por falta de forças ou dúvidas que vêem surgindo ao meio do caminho e nos impedem de continuar.
A verdade tem apenas um cor, e essa cor não é distinguida entre as tonalidades fortes e cinzas do dia. Uma eterna neblina cobre os olhos da sinceridade, e eu sempre soube que haverá um sol depois da tempestade para os passos orientar, e uma resposta para tudo se completar, embora agora tudo diga que não.

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